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Prefácio de Honra

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JOÃO SANTA-RITA
Arquiteto, Presidente da Ordem dos Arquitectos

 

 

 

Apresentação

2015 tem um significado muito especial para o Grupo Saint-Gobain e os seus 190 mil trabalhadores, em 64 países. É o ano em que a instituição comemora 350 anos de existência!

A esta singularidade, quase única no universo industrial, acresce o facto de, pelo quarto ano consecutivo, a Saint-Gobain ser reconhecida pelo programa TOP 100 Global Innovators como uma das 100 empresas mais inovadoras do mundo, o que reforça o posicionamento estratégico da sua missão, cuja assinatura institucional tão bem o traduz:

O futuro é feito de Saint-Gobain, LÍDER MUNDIAL DO HABITAT SUSTENTÁVEL

Um dos fatores críticos de sucesso desta perenidade iniciada em 1665, aquando da construção do Palácio de Versalhes, prende-se com os valores de conduta e princípios de ação que a Saint-Gobain sempre preconizou e pratica na construção de um relacionamento próximo e continuado, cliente a cliente, projeto a projeto. Fiel a este compromisso, impunha-se comemorar esta efeméride, compartilhando-a com todos os nossos clientes ou, melhor dizendo, com toda a fileira da construção civil até aos utilizadores finais, pois todos, sem exceção, constituem a razão de ser da nossa existência e das gerações futuras.

Assim, homenagear a Arquitetura Portuguesa, cuja excelência é histórica e mundialmente reconhecida, constitui, pois, a razão de ser deste segundo volume do livro Arquitetura Transparente.

E porque a História se escreve com o presente, nada melhor, achamos nós, que o tema central do conteúdo editorial desta edição comemorativa fosse a mais recente coletânea de entrevistas que prestigiados arquitetos amavelmente nos concederam, e, dessa forma, dignificar o pensar e agir da Arquitetura Portuguesa contemporânea. E porque imagem é “dizer o que se faz e fazer o que se diz”, contextualizamos estas entrevistas numa mostra ilustrativa de outros tantos projetos da Arquitetura Portuguesa e internacional e nos quais o vidro assume sempre um papel de aliado natural na conceção funcional e estética dos edifícios.

Convidamo-lo, pois, a esta visita guiada e… sinta-se em casa!

 

Construção Sustentável

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Arq.ª Aline Guerreiro Delgado

A história do vidro confunde-se com a história da própria humanidade, unindo povos e conhecimentos de todos os continentes. O mesmo se pode dizer em relação à evolução da arquitetura, onde o vidro tem um papel preponderante. É um elemento comum a vários estilos e diferentes tipologias, tendo sido sempre indispensável na conceção dos espaços onde vivemos diariamente…

Arq.ª  Aline Guerreiro Delgado
Coordenadora do Portal da Construção Sustentável

 
 
 

Posfácio

O vidro irá continuar a oferecer as suas quase que inesgotáveis potencialidades em novas perspetivas de uso

O VIDRO

NUNO SANTOS

Professor catedrático Nuno Santos Pinheiro

Conhece-se o vidro através dos Fenícios, em cerca de 4000 a. C., mas a sua materialização em pequenos artefactos será conseguida cerca de três mil anos depois, pelo saber egípcio.

Ao longo da História, este material foi ganhando o seu valor através das múltiplas aplicações e usos que o Homem lhe foi dando.

Recorde-se o importante trabalho de vitrais que desde a Idade Média foi sendo usado com uma perfeita integração na arquitetura e que se perpetua presentemente na catedral de Gaudí, em Barcelona.

O vidro continuou ao longo dos séculos a ser um elemento indispensável ao arquiteto como profissional que projeta o edifício, a “caixa”, no dizer de Bruno Zevi, onde ele é elemento integrante e que faz parte, no conjunto urbano, do mundo edificado da cidade.

A nossa História mostra-nos que a partir do século XIX o azulejo se tornou um elemento de grande importância na arquitetura da cidade pelo seu peso compositivo.

Ele soube marcar uma arquitetura urbana através da forma, do desenho, do tipo de composição, da própria estética, introduzindo ainda luminosidades distintas na cidade.

O uso deste material esbate-se no primeiro quartel do século XX e a cidade ficou reduzida ao uso da tinta e da perfusão das suas cores.

O vidro, do qual não se sabe determinar o seu tempo de degradação, apresentava-se então como o material que poderia responder às mesmas solicitações do arquiteto no acabamento exterior do edificado.

Múltiplos problemas se colocavam então e que passavam fundamentalmente pelo conforto indispensável no edifício, de modo a que não se gerassem despesas adicionais com outras energias.

A Saint-Gobain, empresa que agora completa 350 anos, tem estado ao lado do arquiteto, no sentido de, com a sua permanente capacidade técnica, poder responder às múltiplas dificuldades que se apresentavam. Entre elas, as climatéricas, as de ruído, as de segurança, as estéticas de interior e exterior, entre outras, de maneira  que este material vidro pudesse dar resposta às constantes exigências do Homem, as quais se têm, naturalmente, tornado tanto maiores quanto o avanço da cultura, que é permanente e que arrasta naturalmente consigo a própria tecnologia.

A pedra e a madeira oferecidas pela Natureza, o vidro trabalhado pelo Egípcio e o aço descoberto pelo Hitita constituem o conjunto de materiais nobres da arquitetura e que são de referência para a recuperação do nosso património.

O vidro, no entanto, dadas as suas características intrínsecas e o manuseamento tecnológico que o Homem tem conseguido obter das suas qualidades, tem dado ajustadas respostas às exigências, até estéticas, que o arquiteto lhe tem imposto e irá certamente continuar a oferecer as suas quási que inesgotáveis potencialidades em novas perspetivas de uso, ultrapassando as suas inovações presentes e melhorando  ainda mais as capacidades que este material apresenta e que são de características únicas.

Professor catedrático Nuno Santos Pinheiro

 

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